Anuncios

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Impunidade para menores infratores

Discussões acerca da Maioridade Penal

Um dos assuntos mais falados do momento é o da maioridade penal. Esse fato se dá pelo aumento progressivo dos casos noticiados pela mídia de crimes cometidos por jovens e adolescentes menores de idade e sua inimputabilidade criminal.

            Essa questão da idade inicial para a responsabilidade penal esta elencada no art. 27 do Código Penal (Decreto Lei nº. 2848 de 7-12-1940), no art. 228 da Constituição Federal de 1988 e no art. 104 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº. 8069 de 13-7-1990).
            Ambos os artigos de lei possuem o mesmo texto: “São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial”.
            Como podemos ver, tratam-se de legislações que datam de mais de uma década, legislações essas que variam de 17 até 67 anos de existência.
            No entanto, medidas sócio-educativas são aplicadas aos menores infratores como substituição dessa responsabilização criminal. Mas como de se esperar no sistema correcional brasileiro, tais medidas são tão ultrapassadas quanto às legislações que as instituem, de forma que não raras são as ocasiões de lacunas encontradas nesses centros correcionais. Vemos em muitas ocasiões as rebeliões que acontecem na FEBEM e demais órgãos de amparo ao menor, demonstrando sua precariedade e seu pedido de socorro.
            O ápice dessa discussão se deu alguns meses, com o assassinato brutal do pequeno João Hélio de apenas 6 anos, após ser cruelmente assassinado, dentro do próprio carro e na retirada brusca da proteção da mãe, por assaltantes, dentre eles menores. Necessitou de um crime atroz, de comoção nacional para que as pessoas tomassem consciência de que alguma coisa tem que ser feita.
            Uma analogia pode ser aplicada nesse caso, onde a lei protege um menor pelos seus atos “inimputáveis” em detrimento ao direito à vida de outro menor ainda mais indefeso, expresso no caput do art. 5º da própria constituição que protege o criminoso. Até onde o direito de um pode ser protegido em detrimento ao direito de outro ainda mais indefeso? E ainda fala a constituição no tratamento igual dos iguais e desigual aos desiguais. Em tela, temos o direito de dois menores de idade, um irresponsável e um pequeno indefeso, ambos na mesma condição de menoridade.
            Mas parece estar aparecendo uma luz no fim do túnel. No dia 26 de Abril passado, em uma vitória apertada, a Comissão de Conciliação e Justiça do Senado aprovou o que muitos esperavam: a redução dessa maioridade penal de 18 para 16 anos. Porém, sabemos que esse é apenas o primeiro degrau até o topo da escada que instituirá isso definitivamente.
            Quando dizemos um pequeno passo, temos que nos lembrar, como supra citado, que trata-se da alteração de um artigo de lei constitucional. E nada mais formal do que nossa constituição quanto a sua rigidez, fazendo-se necessária uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), com todos seus requisitos de aprovação: 3/5 dos membros, nas 2 casas em 2 turnos.
            Ao menos podemos notar que algo esta sendo feito, pelo menos até que se entre no esquecimento novamente.
            Tal projeto trata, como citado, da redução da idade penal. No entanto, a esse jovem entre 16 e 18 anos, algumas peculiaridades seriam impostas, como o cumprimento de pena em locais separados dos demais condenados e ainda o atestado de capacidade emitido por autoridades judiciárias.
            Um dos principais princípios a favor para que ocorra essa redução é a analogia aplicada ao direito de votar, hoje possível mesmo que facultativamente, aos menores de 18 e maiores de 16 anos.
            Se um jovem nessa idade tem o poder de opinar e até mesmo de decidir o futuro dos governantes de um pais democrático, qual a impossibilidade de imputar-lhe criminalmente a conseqüência de seus atos.
            No entanto, um ponto negativo que pode trazer um pouco de obstáculos é, mais uma vez, o arcaico sistema correcional brasileiro, com essas cadeias e presídios sucateados, sem infra-estrutura adequadas para atendem as demandas e ainda os altos custos de cada preso ao governo.
            Na verdade, haveria que se preponderar na balança esses custos e benefícios, devendo não só pensar que a mudança legal resolveria o problema.
            O problema no Brasil é outro. O buraco é ainda maior. E a mudança tem de ser mais brusca do que pensamos.
João Eduardo Martins Peres (Advogado, Pós Graduando em Direito do Trabalho)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Volta as aulas.

Adaptação escolar sem mistério
Rafael tem 14 anos e vai para uma nova escola cursar o último ano do ensino fundamental II.                  Já passou por outras escolas e está ansioso com as novidades. Sua maior preocupação é se vai conseguir fazer amigos. No primeiro dia, sente-se perdido e isolado. Mas no segundo dia já se aproxima de alguns alunos e começa a fazer amizades.
Diogo tem 6 anos e vai para o primeiro ano do ensino fundamental. Sua avó o leva até a escola no primeiro dia e ele está ansioso e medroso. Então ela lhe conta sobre o primo Rafael, sobre seus medos e inseguranças e como ele encontrou amizades mais rapidamente do que esperava. Diogo escuta muito atento e, ao final, pede: "Vovó, conta de novo?" E a avó repete a história algumas vezes até chegar à escola.
Sentimentos contraditórios
O que faz Diogo se identificar com o primo Rafael é perceber que a insegurança e o receio diante da novidade não é um sentimento exclusivo dele. É algo comum e que pode ser superado de maneira muito mais fácil e rápida do que ele pensa. Todos nós nos sentimos inseguros diante de mudanças! Alguns sofrem e fazem de tudo para que sua rotina nunca se modifique. Outros adoram a excitação que acompanha estes períodos. A maioria de nós transita entre estes dois extremos. Mas as mudanças, inevitavelmente, geram sentimentos contraditórios!
Para ajudarmos os pequenos nesta fase de adaptação, talvez a coisa mais importante e fundamental seja a confiança que transmitimos à criança de que a escola é o melhor lugar onde ela pode e deve estar, onde encontrará coisas novas para fazer, pessoas diferentes para se relacionar. Quanto mais valorizamos e damos ênfase à importância da escola, quanto mais eles nos ouvem falar bem dela, mais eles terão confiança de que a escola tem coisas boas a lhe oferecer!
Porém, sempre podemos pensar naqueles procedimentos básicos que apesar de sabermos, temos a tendência de esquecer ou ignorar.
Horários
Seja qual for o horário da criança ir para a escola, uma das coisas que gera um grande conforto é chegar cedo e sem correria. E infelizmente, quando criamos uma rotina, muitas vezes incluímos o estresse e a ansiedade sem perceber. Portanto, atente-se para levantar da cama e acordar as crianças num horário que seja compatível com o que é preciso fazer de manhã antes de ir à escola. E procure perceber que os filhos são diferentes entre si. Tem aquele que desperta e pula da cama ao menor chamado e tem aquele que vira de lado, que chora, que resmunga e não quer levantar. Não adianta tentar fazer o segundo levantar correndo. Ele vai precisar de mais tempo e são os pais que devem administrar a necessidade de cada um.
Também, para as crianças que vão para a escola no período da tarde é preciso prestar atenção com o horário e isso envolve a importante refeição do almoço. Se a criança tiver que comer correndo e sob pressão, não só o alimento não será bem digerido, quanto o estresse gerado vai prejudicar seu aproveitamento na escola. Portanto, programe-se e planeje uma rotina tranquila para a saída.
Alimentação e sono
Tão importante quanto estar na escola no horário correto, é estar bem alimentado e bem descansado. Crianças que dormem pouco à noite, independentemente se estudam de manhã ou à tarde, tendem a apresentar pouco rendimento escolar! De 8 a 10 horas de sono é o ideal para quase todas as faixas etárias, mas mais importante que um padrão, é a observação que você faz de seus filhos, procurando perceber qual a real necessidade de sono de cada um, naquela fase específica em que está vivendo.
A alimentação é outro fator fundamental e isso envolve também o lanche que mandamos ou que a criança compra na escola. Evite sempre os alimentos industrializados, refrigerantes e doces, dando preferência às frutas e aos sanduíches caseiros. Em casa, esforce-se por manter um horário adequado para que as refeições principais não fiquem muito próximas da hora de dormir e se a crianças almoça antes de ir pra escola, que seja uma refeição leve. Cuidados básicos com este aspecto revertem em um aluno mais concentrado e disposto!
Hora de voltar pra casa
Talvez nada gere mais estresse numa criança do que se sentir "esquecida" na escola! Se você tem dificuldade de buscá-la no horário correto, devido à sua rotina ou ao trânsito sempre tão imprevisível, considere a possibilidade de contratar um transporte escolar. Se isso não for possível, converse claramente com seu filho, previna-o que os atrasos podem acontecer e garanta a ele que pode esperar tranqüilo, que você chegará! Às vezes esquecemos que um breve diálogo deste tipo pode fazer toda a diferença quando a criança precisa esperar!
Cuidando destes detalhes e transmitindo segurança e confiança à criança, a escola sempre será um importante aliado dos pais na educação e no cuidado com os filhos!
Sobre o autor
Com formação universitária em Naturologia, dedica-se a atendimentos individuais e em grupo em São Paulo. Busca nos elementos da natureza os instrumentos que ajudam a manter e recuperar a saúde. 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

MOLÉCULAS ORGÂNICAS SUPER-COMPLEXAS DESCOBERTAS NO ESPAÇO INTERESTELAR

MOLÉCULAS ORGÂNICAS SUPER-COMPLEXAS DESCOBERTAS NO ESPAÇO INTERESTELAR
                        Uma equipa de cientistas do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) e da Universidade do Texas, identificou com sucesso uma das moléculas orgânicas mais complexas já descobertas no material entre as estrelas, o denominado meio interestelar. A descoberta de antracina poderá ajudar a resolver um mistério astrofísico com décadas acerca da produção de moléculas orgânicas no espaço. Os investigadores anunciaram os seus achados na revista Monthly Notices da Sociedade Astronómica Real.
"Nós detectámos a presença de moléculas de antracina numa densa nuvem na direcção da estrela Cernis 52 em Perseu, a cerca de 700 anos-luz do Sol," explica Susana Iglesias Groth, investigadora do IAC que liderou o estudo.
Na sua opinião, o próximo passo é investigar a presença de aminoácidos. As moléculas como a antracina são prebióticas, por isso são quando sujeitas à radiação ultravioleta e combinadas com água e amónia, podem produzir aminoácidos e outros compostos essenciais para o desenvolvimento da vida.
"Há dois anos atrás," afirma Iglesias, "descobrimos provas da existência de outra molécula orgânica, naftalina, no mesmo lugar, por isso tudo indica que descobrimos uma região de formação estelar rica em química prebiótica". Até agora, a antracina tem sido apenas detectada em meteoritos e nunca no meio interestelar. As formas oxidadas desta molécula são comuns em sistemas vivos e são activas bioquimicamente. No nosso planeta, a antracina oxidada é um elemento básico da aloé e tem propriedades anti-inflamatórias.
As novas descobertas sugerem que uma boa parte destes componentes-chave da química prebiótica terrestre podem estar presentes na matéria interestelar.
É sabido desde os anos 80 que centenas de bandas descobertas no espectro do meio interestelar, conhecidas como bandas espectroscópicas difusas, estão associadas com a matéria interestelar, mas a sua origem não tinha sido identificada até agora. Esta descoberta indica que podem resultar de formas moleculares com base na antracina ou naftalina. Dado que estão largamente distribuídas no espaço interestelar, podem desempenhar um papel importante na produção de muitas das moléculas orgânicas presentes na altura da formação do Sistema Solar.
Os resultados são baseados em observações levadas a cabo pelo Telescópio William Herschel no Observatório Roque de los Muchachos em La Palma nas Ilhas Canárias e pelo Telescópio Hobby-Eberly no Texas, EUA.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

cadastro online para calouros ufpa 2011

Pessoal aqui está o link para a pagina do cadastro oline para calouros ufpa 2011 http://www.ufpa.br/calouro/login.php

CONHEÇAM O MAIS BELO TRECHO DA ROTA TURÍSTICA BELÉM-BRAGANÇA

Olá pessoal, nesta postagem lhe convido a conhecer o mais belo trecho da rota turística Belém-Bragança/PA (na minha opinião) que vai entre o...